Tumores de pele
Os tumores de pele se caracterizam pelo crescimento anormal e até mesmo descontrolado das células da pele. Saiba quais são os tipos.
Dr. Vinícius Maykeh · CRM/SP 128976 · RQE 45935
O câncer de pele é o tumor mais comum no Brasil e no mundo, com contínuo aumento de número de casos ao longo dos anos.
No Brasil a incidência é elevada, principalmente em decorrência da alta exposição ao sol e outros fatores, como por exemplo alterações genéticas.
O comportamento e o prognóstico variam conforme o tipo do tumor e o estágio ao diagnóstico. Identificar e tratar precocemente uma lesão suspeita amplia as possibilidades de tratamento.
A cirurgia do câncer de pele é a principal maneira para diagnosticar e tratar a doença.
Quais são os tipos de tumores de pele?
Os tumores de pele se caracterizam pelo crescimento anormal e até mesmo descontrolado das células da pele. De acordo com a célula afetada podemos classificar os cânceres em dois principais tipos: melanoma (agressivos e mais raros) e não-melanoma (sendo os carcinomas os mais frequentes e com maior chance de cura)
Os tumores de pele podem ser distinguidos em basicamente três diferentes tipos, que possuem características específicas, são eles:
Carcinoma basocelular
É o câncer de pele mais comum. Ele afeta as células basais, possui evolução lenta e se apresenta como uma lesão ou nódulo na pele. Seu crescimento é lento, apresenta baixa letalidade e tem elevada chance de cura quando diagnosticado e tratado precocemente. Normalmente, esse tipo de tumor de pele se apresenta em áreas com mais exposição ao sol.
Carcinoma espinocelular
O carcinoma espinocelular se manifesta nas células escamosas, presentes nas camadas mais superficiais da pele. A lesão assemelha-se a machucados ou feridas que descamam e não cicatrizam, podendo apresentar sangramentos eventuais. É um tipo de tumor que também pode estar associado a feridas crônicas, cicatrizes de queimaduras ou a exposição a produtos químicos e radioativos.
Melanoma
O melanoma é tumor de pele mais grave, devido sua maior chance de dar metástases, no entanto, dentre as neoplasias de pele, é a menos frequente. Normalmente aparecem como lesões ou nódulos escurecidos, que podem se assemelhar a pintas, apresentam alteração de cor, tamanho e formato, mais rapidamente e também podendo sangrar. Seu diagnóstico precoce é essencial para que a doença tenha um bom prognóstico.
Como é a cirurgia de câncer de pele?
A cirurgia para o câncer de pele é uma opção frequente de tratamento. A indicação e a margem de retirada dependem do tipo, do tamanho, da localização e das características da lesão. O material removido é analisado para orientar a continuidade do cuidado.
Em lesões pequenas e de baixa complexidade, o procedimento pode ser realizado em ambiente ambulatorial com anestesia local. Com auxílio de um bisturi o cirurgião remove a lesão e uma parte adicional de pele sadia, para criar uma margem de segurança.
Em muitos casos, esse procedimento cirúrgico já é suficiente. No entanto, em casos mais graves, e dependendo do tipo do tumor de pele, outros tratamentos podem ser necessários.
Como é a recuperação após a cirurgia para tumores de pele?
A recuperação depende da extensão da retirada e da forma de fechamento. O acompanhamento permite avaliar a cicatrização, identificar complicações e discutir o resultado da análise do tecido.
A cicatriz depende da localização, da qualidade da pele e da quantidade de tecido retirado. Algumas lesões exigem enxertos ou retalhos para reconstrução, o que é discutido no planejamento.
Algumas recomendações para a saúde da sua pele:
Atenção para sinais na pele
Observe sua pele e esteja atento ao aparecimento de manchas, feridas que não cicatrizam, pintas lesionadas, disformes ou que tiveram alguma mudança e até mesmo pintas recém-surgidas;
Uso de filtro solar
O uso de filtro solar faz parte dos cuidados de proteção da pele, inclusive após o tratamento de tumores. Também é importante unir o uso do filtro solar com chapéus e roupas protetoras em momentos de muita exposição ao sol;
Queimaduras e bronzeamento
Uma grande recomendação é evitar a exposição ao sol intenso, especialmente durante longos períodos de tempo, o que pode levar a queimaduras e lesões na pele. Da mesma maneira, se expor a bronzeamentos em câmaras artificiais também não é uma boa ideia, já que esses aparelhos emitem um alto nível de raios ultravioleta.
Não deixe de se prevenir
Procure avaliação médica para lesões suspeitas. Um dermatologista ou cirurgião plástico pode examinar a pele e indicar biópsia quando necessário. A frequência do acompanhamento depende do histórico e dos fatores de risco de cada pessoa.
Essa é uma recomendação para todas as pessoas, no entanto, quem tem peles mais sensíveis, que já tiveram tumores de pele ou com histórico de câncer de pele em seu núcleo familiar precisam de uma atenção maior. Esses cuidados não eliminam todo o risco de câncer de pele e devem ser acompanhados de avaliação quando houver mudanças suspeitas.